Não me apetece fazer nada...
Esta sinusite...
e rinite...
e mais trinta mil "ites" que me andam a atacar estão a dar cabo de mim...
...
Já tou cansada de escrever!
8 de fevereiro de 2010
17 de janeiro de 2010
Engordei...
3 kg no Natal...
Agora andava a ver se recuperava, mas não está fácil... Apetece-me sempre qualquer coisinha, um docinho de vez em quando, abdicar da sobremesa é uma coisa complicada, comer só fruta a meio da manhã e da tarde está fora de questão, abandonar o pão com manteiga é um crime, salada é muito bom mas não puxa carroça e eu já vi este filme. Vou levar com estes 3 kg e calças apertadas até me meter num ginásio, o que também não é o meu fim de tarde preferido... Bom, também tem as suas vantagens, enquanto lá estou não ando a gastar as minhas poupanças em compras, convencendo-me que não faz mal nenhum gastar uns trocos se está tudo em saldos, e vale mesmo a pena... Pelo menos compro roupa que me sirva, e que não me faça sentir num colete de forças :P
Resumindo, tenho uma vontade de fazer dietas ou vá, alimentação saudável, e desporto, como de me cortarem o cabelo à chapada...
Não há pachorra! E eu sou uma preguiçosa!
Agora andava a ver se recuperava, mas não está fácil... Apetece-me sempre qualquer coisinha, um docinho de vez em quando, abdicar da sobremesa é uma coisa complicada, comer só fruta a meio da manhã e da tarde está fora de questão, abandonar o pão com manteiga é um crime, salada é muito bom mas não puxa carroça e eu já vi este filme. Vou levar com estes 3 kg e calças apertadas até me meter num ginásio, o que também não é o meu fim de tarde preferido... Bom, também tem as suas vantagens, enquanto lá estou não ando a gastar as minhas poupanças em compras, convencendo-me que não faz mal nenhum gastar uns trocos se está tudo em saldos, e vale mesmo a pena... Pelo menos compro roupa que me sirva, e que não me faça sentir num colete de forças :P
Resumindo, tenho uma vontade de fazer dietas ou vá, alimentação saudável, e desporto, como de me cortarem o cabelo à chapada...
Não há pachorra! E eu sou uma preguiçosa!
10 de dezembro de 2009
ENFERMEIRO = dignidade (Revista Sábado - a reportagem de merda)
Depois de um artigo de merda (!!!!!!!), discriminatório da minha profissão, publicado na revista Sábado (essa revista que eu até lia), aqui fica a resposta de colegas a quem felicito. É um pouco extensa mas, aos mais interessados, é aquilo a que se pode chamar uma "boa resposta!"
Exmo. Director da Revista Sábado
Miguel Pinheiro
Assunto: Direito de Resposta
No seguimento do artigo por vós publicado na edição n.º 290, intitulado “Os melhores hospitais de 2009” (págs. 51 a 73), serve a presente carta para expressar (atrevo-me) a revolta de uma classe de profissionais de saúde, leia-se, Enfermeiros, que vêem a sua imagem e o seu desempenho profissional denegridos.
Ao longo da edição, no que toca ao ranking dos hospitais portugueses, é notória a forma como se coloca a classe médica como personagem principal e, os restantes profissionais como meros figurantes.
O jornalista Pedro Jorge Castro e o repórter fotográfico Pedro Zenkl foram, durante 24 horas, a sombra de uma chefe do Serviço de Urgência de um hospital de Lisboa…convidados ou visita proposta? Curiosa será decerto a resposta!
Várias são as passagens nos artigos que revelam insensatez e um total desconhecimento da realidade da prestação de cuidados no dia-a-dia, nomeadamente da posição da Enfermagem, o seu papel fundamental na equipa, os seus conhecimentos científicos, técnicos e humanos, bem como a estruturação da profissão, enquanto detentora de funções independentes, nada espelhadas no vosso artigo; pelo contrário, o espelhado assemelha-se a um “enxovalho” público.
Os leitores são atirados para uma realidade desfocada, uma realidade de submissão do Enfermeiro face ao Médico, através do recurso a expressões radicalistas:
“…desanca imediatamente por telefone, as enfermeiras que estão a fazer a triagem…” (pág. 55);
“…mandou recado por uma enfermeira…” (pág. 55);
“Elizabete Jorge acode de imediato. Está sozinha na enfermaria – e está em maus lençóis…” (pág. 64);
“O doutor está farto. Entre a administração de diuréticos e de nitratos o cirurgião recomenda-lhe calma…” (pág. 64);
“Elizabete entra novamente em histeria. Énio volta a adverti-la para se tranquilizar…” (pág. 65);
“ «Tudo calmo ao pé deste senhor» ordena o cirurgião.” (pág. 68).
A cobertura jornalística deste projecto, coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública, que assenta nos resultados dos cuidados, “…mais do que averiguar se os doentes são tratados nos serviços certos ou se a organização do hospital responde de forma estruturada a um problema de saúde…” (pág. 51), não projecta para a sociedade quem está por detrás destas conquistas; se tal cobertura jornalística fosse alargada às 24 horas que os Enfermeiros passam junto do doente, a realidade descrita nas vossas páginas, com toda certeza, seria totalmente diferente.
A Enfermagem é retratada como a equipa de bastidores de uma peça dirigida pela Medicina, MAS os médicos não são maestros que fazem uso da sua batuta para dirigirem o trabalho dos Enfermeiros, isto é, não têm autoridade sobre o seu conteúdo funcional. Como equipa, ambos detêm funções independentes e interdependentes.
Nós, Enfermeiros, somos detentores de um curso superior – Licenciatura – formados por Escolas Superiores, a quem foram reconhecidas competências na prestação de cuidados. A nossa profissão faz uso de metodologia científica e distingue-se, por ser transversal a outras disciplinas, por conseguirmos dar resposta ao holismo do doente, e não apenas à sua componente biológica; somos um elo fundamental na cadeia do sistema de saúde, (sim, é verdade!) embora o vosso artigo caracterize (ainda que erradamente) a equipa de saúde como sendo apenas composta pelo corpo médico.
Convido-vos a uma breve análise do conteúdo funcional da nossa profissão:
· Somos os primeiros na abordagem ao doente;
· Identificamos problemas de saúde e actuamos em situação de emergência;
· Organizamos, coordenamos, executamos, supervisionamos e avaliamos as intervenções de Enfermagem aos três níveis de prevenção, ao individuo, família, grupos e comunidade;
· Decidimos sobre técnicas e meios a utilizar na prestação de cuidados de Enfermagem;
· Utilizamos técnicas próprias da profissão com vista à manutenção e recuperação das funções vitais (respiração, alimentação, eliminação, circulação, comunicação, integridade cutânea e mobilidade);
· Encaminhamos e orientamos para recursos adequados;
· Promovemos a intervenção de outros técnicos de saúde;
· Participamos na coordenação e dinamização das actividades inerentes à situação de saúde/doença, bem como na elaboração e concretização de protocolos;
· Somos responsáveis por áreas como gestão, investigação, docência, formação e acessoria;
A vossa edição enaltece os médicos pelos seus heróicos actos; eu destaco a sua conduta arrogante do alto da bata branca e, os impertinentes comentários lançados pelos jornalistas:
“ «Olhe doutora, beijei hoje uma senhora com gripe A. Acha que estou infectado? Quero a vacina!». Galhofa geral no posto de comando das urgências do Santa Maria.” (pág. 54);
Se faz jus ao seu título de médica, devia validar os medos do utente, e abster-se de juízos de valor.
“ «Com vocês duas aí a triar, isto hoje vai ser para negativos. É quase tão mau como a …» [e diz o nome de uma antiga enfermeira gozada por todo o serviço pela reputação de incompetência].” (pág. 55);
Prova escrita do enxovalho público dos Enfermeiros…
“ «Quem é que está a fazer tanto barulho? Senhores enfermeiros, não querem virar aquele senhor de lado? Parece o leão da Metro a rugir» - o barulho fez-lhe lembrar o animal que surge no início dos filmes de uma produtora de Hollywood.” (pág. 56)
Riram-se? Acharam cómico? Era algum familiar vosso? Era assim que o gostariam de ver cuidado…ou como diriam os Srs. de bata branca por vós enaltecidos: tratados? Fizeram alguma pesquisa prévia da fisiologia da dor? De como pode ser agonizante? É uma sugestão…
“Uma conversa desagradável: a filha quer saber porque é que não foi feito uma TAC ao pai, sente falta de um exame, algo palpável que confirme o diagnóstico. A chefe assume uma postura defensiva: «Expliquei-lhe três vezes na sexta-feira. Não vou discutir indicação de exames consigo. Estudei para isso, tenho 30 anos de Medicina, senão a medicina era feita por computadores.»” (pág. 56)
Felicitações pela sua larga experiência, pena que não se tenham lembrado de registar no vosso artigo a provável ansiedade que a dita filha devia sentir pela situação do pai, e a forma como isso influencia a percepção da informação que o profissional quer passar.
“ «Como é que lhe fez um exame neurológico se ele não responde nem diz nada?», insiste a filha. A médica responde: «Com a sua pergunta está a mostrar que não sabe o que é um exame neurológico» ” (pág. 56)
Duas vezes felicitações pelos 30 anos de Medicina que fizeram questão de realçar, e pela segunda vez lamento que os jornalistas não tenham realçado quem afinal tem que deter os conhecimentos, e quem está sujeito ao dever de informação…
É aqui que a ‘equipa dos bastidores’ sobe ao palco, para resolver as lacunas de informação deixadas. Com todos os seus conhecimentos científicos, os Enfermeiros esclarecem e validam a informação percebida por utentes e familiares.
Numa era em que se condenam leigos pelo uso indiscriminado de informação online, na procura de resposta para as suas dúvidas em questões de saúde (aquele palavrão dito pelo médico e que ninguém percebeu, aquela medicação que ninguém sabe o que é, como actua, os efeitos indesejados esperados, reacções a que devem estar atentos e comunicar aos serviços de saúde, os cuidados a ter face a determinada doença, vulgo, patologia, etc), seriam de enaltecer, sim, os correctos cuidados de saúde.
Ao atribuírem notoriedade a simulacros como o 3º lugar: Hospitais da Universidade de Coimbra, mais uma vez revelam a vossa ignorância no que toca à profissão de Enfermagem. Internas de Medicina a fazerem-se passar por Enfermeiras “em maus lençóis”, “em histeria”, “assustada”, que “não ajuda”, que grita “Ai doutor, e agora?” cria a revolta no seio da nossa classe.
Poderia sugerir 24 horas com Enfermeiros com cobertura dos seus cuidados, do seu desempenho, das suas competências…mas não, não queremos mediatismos, apenas ser devidamente reconhecidos e dignificados como importantes que somos, pelo que fazemos.
Mais informo que a presente carta será remetida para a Ordem dos Enfermeiros, à qual será dado conhecimento do vosso infeliz trabalho, e a qual tomará as devidas posições.
Convicta que este poderá ser o despoletar da voz da Enfermagem,
Enfermeira Joana Santos
Enfermeira Joana Bruno
Miguel Pinheiro
Assunto: Direito de Resposta
No seguimento do artigo por vós publicado na edição n.º 290, intitulado “Os melhores hospitais de 2009” (págs. 51 a 73), serve a presente carta para expressar (atrevo-me) a revolta de uma classe de profissionais de saúde, leia-se, Enfermeiros, que vêem a sua imagem e o seu desempenho profissional denegridos.
Ao longo da edição, no que toca ao ranking dos hospitais portugueses, é notória a forma como se coloca a classe médica como personagem principal e, os restantes profissionais como meros figurantes.
O jornalista Pedro Jorge Castro e o repórter fotográfico Pedro Zenkl foram, durante 24 horas, a sombra de uma chefe do Serviço de Urgência de um hospital de Lisboa…convidados ou visita proposta? Curiosa será decerto a resposta!
Várias são as passagens nos artigos que revelam insensatez e um total desconhecimento da realidade da prestação de cuidados no dia-a-dia, nomeadamente da posição da Enfermagem, o seu papel fundamental na equipa, os seus conhecimentos científicos, técnicos e humanos, bem como a estruturação da profissão, enquanto detentora de funções independentes, nada espelhadas no vosso artigo; pelo contrário, o espelhado assemelha-se a um “enxovalho” público.
Os leitores são atirados para uma realidade desfocada, uma realidade de submissão do Enfermeiro face ao Médico, através do recurso a expressões radicalistas:
“…desanca imediatamente por telefone, as enfermeiras que estão a fazer a triagem…” (pág. 55);
“…mandou recado por uma enfermeira…” (pág. 55);
“Elizabete Jorge acode de imediato. Está sozinha na enfermaria – e está em maus lençóis…” (pág. 64);
“O doutor está farto. Entre a administração de diuréticos e de nitratos o cirurgião recomenda-lhe calma…” (pág. 64);
“Elizabete entra novamente em histeria. Énio volta a adverti-la para se tranquilizar…” (pág. 65);
“ «Tudo calmo ao pé deste senhor» ordena o cirurgião.” (pág. 68).
A cobertura jornalística deste projecto, coordenado pela Escola Nacional de Saúde Pública, que assenta nos resultados dos cuidados, “…mais do que averiguar se os doentes são tratados nos serviços certos ou se a organização do hospital responde de forma estruturada a um problema de saúde…” (pág. 51), não projecta para a sociedade quem está por detrás destas conquistas; se tal cobertura jornalística fosse alargada às 24 horas que os Enfermeiros passam junto do doente, a realidade descrita nas vossas páginas, com toda certeza, seria totalmente diferente.
A Enfermagem é retratada como a equipa de bastidores de uma peça dirigida pela Medicina, MAS os médicos não são maestros que fazem uso da sua batuta para dirigirem o trabalho dos Enfermeiros, isto é, não têm autoridade sobre o seu conteúdo funcional. Como equipa, ambos detêm funções independentes e interdependentes.
Nós, Enfermeiros, somos detentores de um curso superior – Licenciatura – formados por Escolas Superiores, a quem foram reconhecidas competências na prestação de cuidados. A nossa profissão faz uso de metodologia científica e distingue-se, por ser transversal a outras disciplinas, por conseguirmos dar resposta ao holismo do doente, e não apenas à sua componente biológica; somos um elo fundamental na cadeia do sistema de saúde, (sim, é verdade!) embora o vosso artigo caracterize (ainda que erradamente) a equipa de saúde como sendo apenas composta pelo corpo médico.
Convido-vos a uma breve análise do conteúdo funcional da nossa profissão:
· Somos os primeiros na abordagem ao doente;
· Identificamos problemas de saúde e actuamos em situação de emergência;
· Organizamos, coordenamos, executamos, supervisionamos e avaliamos as intervenções de Enfermagem aos três níveis de prevenção, ao individuo, família, grupos e comunidade;
· Decidimos sobre técnicas e meios a utilizar na prestação de cuidados de Enfermagem;
· Utilizamos técnicas próprias da profissão com vista à manutenção e recuperação das funções vitais (respiração, alimentação, eliminação, circulação, comunicação, integridade cutânea e mobilidade);
· Encaminhamos e orientamos para recursos adequados;
· Promovemos a intervenção de outros técnicos de saúde;
· Participamos na coordenação e dinamização das actividades inerentes à situação de saúde/doença, bem como na elaboração e concretização de protocolos;
· Somos responsáveis por áreas como gestão, investigação, docência, formação e acessoria;
A vossa edição enaltece os médicos pelos seus heróicos actos; eu destaco a sua conduta arrogante do alto da bata branca e, os impertinentes comentários lançados pelos jornalistas:
“ «Olhe doutora, beijei hoje uma senhora com gripe A. Acha que estou infectado? Quero a vacina!». Galhofa geral no posto de comando das urgências do Santa Maria.” (pág. 54);
Se faz jus ao seu título de médica, devia validar os medos do utente, e abster-se de juízos de valor.
“ «Com vocês duas aí a triar, isto hoje vai ser para negativos. É quase tão mau como a …» [e diz o nome de uma antiga enfermeira gozada por todo o serviço pela reputação de incompetência].” (pág. 55);
Prova escrita do enxovalho público dos Enfermeiros…
“ «Quem é que está a fazer tanto barulho? Senhores enfermeiros, não querem virar aquele senhor de lado? Parece o leão da Metro a rugir» - o barulho fez-lhe lembrar o animal que surge no início dos filmes de uma produtora de Hollywood.” (pág. 56)
Riram-se? Acharam cómico? Era algum familiar vosso? Era assim que o gostariam de ver cuidado…ou como diriam os Srs. de bata branca por vós enaltecidos: tratados? Fizeram alguma pesquisa prévia da fisiologia da dor? De como pode ser agonizante? É uma sugestão…
“Uma conversa desagradável: a filha quer saber porque é que não foi feito uma TAC ao pai, sente falta de um exame, algo palpável que confirme o diagnóstico. A chefe assume uma postura defensiva: «Expliquei-lhe três vezes na sexta-feira. Não vou discutir indicação de exames consigo. Estudei para isso, tenho 30 anos de Medicina, senão a medicina era feita por computadores.»” (pág. 56)
Felicitações pela sua larga experiência, pena que não se tenham lembrado de registar no vosso artigo a provável ansiedade que a dita filha devia sentir pela situação do pai, e a forma como isso influencia a percepção da informação que o profissional quer passar.
“ «Como é que lhe fez um exame neurológico se ele não responde nem diz nada?», insiste a filha. A médica responde: «Com a sua pergunta está a mostrar que não sabe o que é um exame neurológico» ” (pág. 56)
Duas vezes felicitações pelos 30 anos de Medicina que fizeram questão de realçar, e pela segunda vez lamento que os jornalistas não tenham realçado quem afinal tem que deter os conhecimentos, e quem está sujeito ao dever de informação…
É aqui que a ‘equipa dos bastidores’ sobe ao palco, para resolver as lacunas de informação deixadas. Com todos os seus conhecimentos científicos, os Enfermeiros esclarecem e validam a informação percebida por utentes e familiares.
Numa era em que se condenam leigos pelo uso indiscriminado de informação online, na procura de resposta para as suas dúvidas em questões de saúde (aquele palavrão dito pelo médico e que ninguém percebeu, aquela medicação que ninguém sabe o que é, como actua, os efeitos indesejados esperados, reacções a que devem estar atentos e comunicar aos serviços de saúde, os cuidados a ter face a determinada doença, vulgo, patologia, etc), seriam de enaltecer, sim, os correctos cuidados de saúde.
Ao atribuírem notoriedade a simulacros como o 3º lugar: Hospitais da Universidade de Coimbra, mais uma vez revelam a vossa ignorância no que toca à profissão de Enfermagem. Internas de Medicina a fazerem-se passar por Enfermeiras “em maus lençóis”, “em histeria”, “assustada”, que “não ajuda”, que grita “Ai doutor, e agora?” cria a revolta no seio da nossa classe.
Poderia sugerir 24 horas com Enfermeiros com cobertura dos seus cuidados, do seu desempenho, das suas competências…mas não, não queremos mediatismos, apenas ser devidamente reconhecidos e dignificados como importantes que somos, pelo que fazemos.
Mais informo que a presente carta será remetida para a Ordem dos Enfermeiros, à qual será dado conhecimento do vosso infeliz trabalho, e a qual tomará as devidas posições.
Convicta que este poderá ser o despoletar da voz da Enfermagem,
Enfermeira Joana Santos
Enfermeira Joana Bruno
sonhos:
bata branca,
doutor,
enfermagem,
enfermeira,
enfermeiro,
enfermeiros,
hospital,
medicina,
médico,
médicos,
revista sábado
6 de dezembro de 2009
amizade cura!

Ora aqui está uma interessante descoberta que explica a amizade e afinidade entre mulheres:
Um estudo realizado pela Universidade de Los Angeles indica que a amizade entre as mulheres é verdadeiramente especial. Descobriu-se que as amigas, para além de contribuirem para o fortalecimento da identidade, enchem um vazio emocional e constituem um escape no meio de um mundo real cheio de obstáculos.
Após 50 anos das investigações, identificou-se que existem substâncias químicas produzidas pelo cérebro que ajudam a criar e manter os laços de amizades entre as mulheres.
Os pesquisadores, homens na sua maioria, ficaram surpreendidos com os resultados. Perante situações de stress, as mulheres libertam uma hormona, chamada oxitocina (a mesma que ajuda a provocar o parto), o que as faz sentir uma forte necessidade de protecção e, consequentemente, agrupam-se com outras mulheres. Assim, na presença umas das outras, é libertada uma quantidade ainda maior de oxitocina, o que reduz o stress agudo e causa um efeito tranquilizante.
Surpreendidos? Então aqui vai:
Estas reacções não aparecem entre os membros do sexo masculino porque a testosterona que os homens produzem em quantidades elevadas tende a neutralizar os efeitos da oxitocina.
Depois de estudos repetidos, demonstrou-se que os laços emocionais existentes entre as mulheres que são amigas verdadeiras e leais, contribuem para uma redução dos riscos das doenças relacionadas à hipertensão arterial e ao colesterol.
Estas reacções não aparecem entre os membros do sexo masculino porque a testosterona que os homens produzem em quantidades elevadas tende a neutralizar os efeitos da oxitocina.
Depois de estudos repetidos, demonstrou-se que os laços emocionais existentes entre as mulheres que são amigas verdadeiras e leais, contribuem para uma redução dos riscos das doenças relacionadas à hipertensão arterial e ao colesterol.
Acredita-se que esta pode ser uma das razões pelas quais as mulheres, geralmente, vivem mais do que os homens. As mulheres que não estabelecem relações de amizade com outras mulheres, não mostram os mesmos resultados na sua saúde.
Assim, ter amigas ajuda, não só a viver mais, como também a viver melhor. O estudo sobre a saúde indica que quanto mais amigas tem uma mulher, maior é a probabilidade de que chegue à velhice sem problemas físicos e levando uma vida plena e saudável.
Neste mesmo estudo observou-se como as mulheres superam os momentos críticos (como, p.e., a morte) e percebeu-se também que as mulheres que podem confiar nas suas amigas reagem a doenças graves e recuperam-se mais rapidamente do que aquelas que não têm em quem confiar.
O estudo concluiu que a amizade entre as mulheres constitui uma fonte de força, bem estar, alegria e saúde.
Por isso, aqui vai um grande beijinho ás minhas (verdadeiras) amigas, pelos bons e menos bons momentos, por existirem e me aturarem :P
2 de dezembro de 2009
Baby boom
O Natal está a chegar e parece que este ano o pai natal andou a espalhar sementinhas pelas minhas amigas :D


Por isso, aqui vai um beijinho grande para os pequeninos, por ordem de chegada: Alice, Matilde Louzeiro, Matilde Campos, Rodrigo e Santiago :D (e aos nascidos no ano passado: Maria, Leo e Uli)
Tranças...
... púbicas ...
A história começou com sete irmãs brasileiras, em 1982, quando uma delas, Jocely, decidiu emigrar para os Estados Unidos. Inicialmente as dificuldades foram grandes, mas aos poucos foram superadas e uma a uma, as outras seis irmãs acabaram também por embarcar para a terra dos sonhos. Começaram a trabalhar em salões de beleza como manicuras e pedicuras. As sete irmãs começaram a chamar a atenção pelas técnicas que usavam, consideradas inovadoras no mercado americano.
Em menos de dez anos estabeleceram-se em Nova Iorque e, num dos salões mais caros do mundo, modernizaram o padrão de excelência para a indústria da manutenção da beleza. Porém, ao fazerem a própria imagem, as irmãs Jocely, Jonice, Joyce, Janea, Jussara, Juracy e Judseia fizeram a imagem do Brasil.
Mas os pêlos púbicos não estarão lá por alguma razão?
Muitos médicos concordam que, de facto, eles já foram precisos quando protegiam a zona pélvica da agressividade das condições climatéricas. Hoje em dia, essa protecção já não é necessária e esse papel cabe à roupa que usamos. Muitos médicos concordam, até, que é bastante mais higiénico ter os pêlos retirados para que o suor não seja absorvido.

Eheheheh ....

Fazer a depilação púbica... Sim ou não? :)
A depilação com cera "à moda brasileira", conhecida como Brazilian Bikini Wax, consiste em depilar o corpo inteiro, incluindo a púbis, deixando apenas um triângulo.
A história começou com sete irmãs brasileiras, em 1982, quando uma delas, Jocely, decidiu emigrar para os Estados Unidos. Inicialmente as dificuldades foram grandes, mas aos poucos foram superadas e uma a uma, as outras seis irmãs acabaram também por embarcar para a terra dos sonhos. Começaram a trabalhar em salões de beleza como manicuras e pedicuras. As sete irmãs começaram a chamar a atenção pelas técnicas que usavam, consideradas inovadoras no mercado americano.
Em menos de dez anos estabeleceram-se em Nova Iorque e, num dos salões mais caros do mundo, modernizaram o padrão de excelência para a indústria da manutenção da beleza. Porém, ao fazerem a própria imagem, as irmãs Jocely, Jonice, Joyce, Janea, Jussara, Juracy e Judseia fizeram a imagem do Brasil.
Mas os pêlos púbicos não estarão lá por alguma razão?
Muitos médicos concordam que, de facto, eles já foram precisos quando protegiam a zona pélvica da agressividade das condições climatéricas. Hoje em dia, essa protecção já não é necessária e esse papel cabe à roupa que usamos. Muitos médicos concordam, até, que é bastante mais higiénico ter os pêlos retirados para que o suor não seja absorvido.
Então, queres acabar com os bigodes?

Eheheheh ....
25 de novembro de 2009
Pau para toda a obra.
É assim que não me quero sentir, mas sinto, como enfermeira neste mundo, neste país, nesta realidade!
Ás vezes apetece-me gritar, cruzar os braços e dizer "NÃO!", tratar os outros (superiores hierárquicos) como me tratam a mim... Ai, se eu podesse...
Mas não posso...
* Não tenho escolhas, nem opções
* Não tenho horário de saída, mas tenho de entrada
* Não tenho tempo para ouvir os doentes, mas tenho que ter para ouvir os médicos
* Não tenho respostas para as famílias, mas tenho que as encontrar para mim mesma
* Não mando nada, mas todos "mandam" em mim
* Não posso ter sentimentos, mas sou humana
* Tenho que saber lidar com a morte e ninguém me ensinou
* Não posso falar muito, senão calam-me
* Não posso chorar, mas choro
* Não posso sofrer, mas sofro
* Não posso ser eu, mas sou...
Ainda vivo na esperança de que as coisas mudem, para bem dos profissionais de saúde e sobretudo, dos doentes!
Era muito melhor se todos fizessemos aquilo que realmente gostamos e sentimos que temos vocação. Daríamos o nosso melhor, daríamos mais ainda. Não quer dizer que não damos já o nosso melhor, mas a motivação é outra...
Ás vezes apetece-me gritar, cruzar os braços e dizer "NÃO!", tratar os outros (superiores hierárquicos) como me tratam a mim... Ai, se eu podesse...
Mas não posso...
* Não tenho escolhas, nem opções
* Não tenho horário de saída, mas tenho de entrada
* Não tenho tempo para ouvir os doentes, mas tenho que ter para ouvir os médicos
* Não tenho respostas para as famílias, mas tenho que as encontrar para mim mesma
* Não mando nada, mas todos "mandam" em mim
* Não posso ter sentimentos, mas sou humana
* Tenho que saber lidar com a morte e ninguém me ensinou
* Não posso falar muito, senão calam-me
* Não posso chorar, mas choro
* Não posso sofrer, mas sofro
* Não posso ser eu, mas sou...
Ainda vivo na esperança de que as coisas mudem, para bem dos profissionais de saúde e sobretudo, dos doentes!
Era muito melhor se todos fizessemos aquilo que realmente gostamos e sentimos que temos vocação. Daríamos o nosso melhor, daríamos mais ainda. Não quer dizer que não damos já o nosso melhor, mas a motivação é outra...
24 de novembro de 2009
O meninO dança?
Americas Best Dance Crew - Quest Crew
Estas duas "performances" chamam-se Decathlon e Orquestra... Foi a primeira e a última actuação, olhem só a diferença!
Não vão conseguir acreditar, vejam até ao fim :D
Estas duas "performances" chamam-se Decathlon e Orquestra... Foi a primeira e a última actuação, olhem só a diferença!
Não vão conseguir acreditar, vejam até ao fim :D
no way....
23 de novembro de 2009
22 de novembro de 2009
19 de novembro de 2009
Perguntas parvas!
Todos nós já passamos por isto:1) Ou já nos fizeram estas perguntas... (e o mais cómico é que respondemos sempre sem acharmos que são descabidas...)
2) Ou já as fizemos, o que é um bocadinho pior!
Segundo o PDLblog (puta da loucura) aqui ficam as melhores respostas... porque hoje me apetece rir e quero que vos apeteça também :D
* Quando te vêem deitado, de olhos fechados, na tua cama, com a luz apagada e te perguntam:
-Estás a dormir?
-Não! Estou a treinar para morrer!
*Quando levas um electrodoméstico para reparação e o técnico pergunta:
-Está avariado?
-Não!… É que ele estava cansado de estar lá em casa e eu trouxe-o a passear.
*Quando está a chover e percebem que vais sair, perguntam:
-Vais sair com esta chuva???
-Não, vou sair com a próxima…
*Quando acabaste de te levantar e vem um idiota (sempre) e pergunta:
-Já acordaste?
-Não. Sou sonâmbulo!
*O teu amigo liga para tua casa e pergunta:
-Onde estás?
-No Pólo Norte! Um furacão trouxe a minha casa para cá!
*Acabas de tomar banho e alguém pergunta:
-Tomaste banho?
-Não!… Está a chover no WC!!!!!
(Boas respostas não são? vá, agora não se esqueçam do ridículo que é fazerem estas perguntas por isso, por favor, não as façam!)
18 de novembro de 2009
Paradoxos dos nossos dias...
Hoje...


*Temos casas maiores, mas famílias mais pequenas
*Mais comodidades, mas menos tempo
*Casas mais luxuosas, mas passamos mais tempo a trabalhar
*Temos mais diplomas, mas menos senso comum
*Mais conhecimento, mas menos discernimento
*Temos mais diplomas, mas menos senso comum
*Mais conhecimento, mas menos discernimento
*Mais especialistas, mas mais problemas de saúde
*Mais medicina, mas menos cura
*Menos dinheiro, e mais despesas
*Mais medicina, mas menos cura
*Menos dinheiro, e mais despesas
*Mais lágrimas, menos sorrisos
*Melhores carros, mais acidentes
*Zangamo-nos facilmente, fazemos as pazes menos vezes
*Menos tempo para descansar e ficamos acordados até tarde
*Lemos pouco, vemos demasiada televisão
*Multiplicamos as nossas amizades, mas dividimos a atenção
*Zangamo-nos facilmente, fazemos as pazes menos vezes
*Menos tempo para descansar e ficamos acordados até tarde
*Lemos pouco, vemos demasiada televisão
*Multiplicamos as nossas amizades, mas dividimos a atenção
*Poucos valores, ainda menos princípios
*Falamos demais, e mentimos muitas vezes
*Aprendemos a ganhar dinheiro, mas não a vida
*Não temos um emprego, mas também não queremos um “trabalho”
*Acrescentámos anos à vida, mas não vida aos anos
*Temos menos paciência e mais discussões
*Estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos
*Falamos demais, e mentimos muitas vezes
*Aprendemos a ganhar dinheiro, mas não a vida
*Não temos um emprego, mas também não queremos um “trabalho”
*Acrescentámos anos à vida, mas não vida aos anos
*Temos menos paciência e mais discussões
*Estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos
*Mais relações, menos filhos
*Mais reformados, menos reformas
*Gastamos mais, mas temos menos
*Compramos mais roupa, e andamos mais despidos
*Falamos com desconhecidos e nem cumprimentamos os vizinhos
*Gastamos mais, mas temos menos
*Compramos mais roupa, e andamos mais despidos
*Falamos com desconhecidos e nem cumprimentamos os vizinhos
*Reciclamos mais, mas fazemos mais lixo
*Damos as mãos, mas nunca damos o coração
*Tocamos, mas não sentimos
*Olhamos, mas não vemos
*Criamos, mas não educamos
*Escrevemos mais, mas não sabemos o que dizemos
*Planeamos mais, mas realizamos menos
*Aprendemos a ter pressa, mas não a esperar
*Casamos menos, divorciamos mais
*Escrevemos mais, mas não sabemos o que dizemos
*Planeamos mais, mas realizamos menos
*Aprendemos a ter pressa, mas não a esperar
*Casamos menos, divorciamos mais
*Mais computadores, menos convívio
*Demasiada quantidade, mas qualidade a menos
*Comida rápida, e digestão lenta
*Comida rápida, e digestão lenta
*Mais lazer, menos divertimento
*Mais alimentos, pior nutrição
*Mais pensamentos, menos acções
Por tudo isso eu proponho que, a partir de hoje, não se guarde nada para uma ocasião especial, porque cada dia que vivemos é uma ocasião especial :D
*Mais alimentos, pior nutrição
*Mais pensamentos, menos acções
Por tudo isso eu proponho que, a partir de hoje, não se guarde nada para uma ocasião especial, porque cada dia que vivemos é uma ocasião especial :D
Vamos viver em vez de sobreviver...
Carpe Diem *
Carpe Diem *
sonhos:
paradoxo,
realidade dos nossos dias,
tempos de hoje,
verdades,
vida,
viva
15 de novembro de 2009
Happy Pills!
Todos temos consciência que a vida ás vezes é díficil... mas...

Há que ser positivo porque a felicidade é um estado de espírito e depende muito, senão totalmente, da nossa visão do mundo e das coisas que vivemos!
No entanto, no sentido de "metaformizar" o conceito de pílula da felicidade e até de desvalorizar a depressão que se vive nos dias de hoje esta loja de doces, em Barcelona, tem sido um autêntico sucesso devido ao conceito original que adoptou. A loja funciona como uma farmácia, e o consumidor vê-se envolvido numa experiência totalmente diferente, pois ao comprar as guloseimas, em vez de levá-las em sacos, acaba por levar potes de pílulas, da happy pills, como se fossem medicamentos. Tudo foi recriado, desde a entrada da loja até á sua fachada, todas as embalagens foram criadas à semelhança de embalagens de medicamentos e até foram dados nomes aos doces como p.e. “Contra as segundas-feiras”.
No fundo, o consumidor sente-se numa farmácia e em vez de remédios tenta curar todos os seus males com a alegria dos doces.
Agora vamos lá ver é se os frequentadores assíduos da loja não se metem em apertos com uns quilinhos a mais... Não morrem da doença, morrem da cura!!!
Vai um docinho? 


4 de novembro de 2009
Que especialidades...?! [enfermeira revoltada]
Quando falamos em enfermagem, enfermeiros, progressão na carreira... vem sempre à baila a especialidade...- Valerá a pena a especialidade?
- E depois? Vou ganhar como enfermeiro especialista?
- Vou trabalhar como enfermeiro especialista?
Mas não é só isso... Há muito que penso neste assunto e acho que é iminente uma discussão séria e fundamentada sobre isto...
A verdade é que gostava de ser especialista... mas em quê?
Estas são as especialidades no nosso país, segundo a OE:
1. Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica
2. Saúde da Criança e do Jovem
3. Saúde do Adulto
4. Saúde do Idoso
5. Saúde Mental
6. Pessoa em Situação Crítica
7. Reabilitação
8. Saúde Familiar
9. Saúde Pública
Só para vos chatear ou mostrar como somos "pequeninos", nos Estados Unidos existem 71 especialidades e na Inglaterra 41!!! Tais como: Diabetes, Forense, Ortopedia, Oncologia, Transplante ou Feridas.
Gostava que reflectissem comigo acerca disto. Porque, na minha opinião, as nossas supostas especialidades tornam-se tão generalistas... Saúde no Adulto? Alguém pode dizer-me que especialidade é esta? A saúde no adulto engloba tudo, no fundo, engloba as verdadeiras especialidades! Uma especialidade deve ser orientada para a prática/especificidade dos serviços e não para a teoria.
Exemplificando, se trabalho no serviço de medicina, os meus conhecimentos são totalmente diferentes de alguém que trabalha nos Cuidados de Saúde Primários. Mas em termos de especialidade seria a mesma. Então o que define esses dois enfermeiros? em que diferem se têm a mesma especialidade, mas cuidam de doentes em situações completamente diferentes? Mas afinal esses profissionais são especialistas em quê? Não há nada que os define, que os destingue!
Talvez esta visão generalista das especialidades tenha surgido de pessoas que acham que a enfermagem vive de conhecimentos básicos que se podem transpor nas várias áreas de intervenção. E existem realmente aspectos que se transpõem. Mal de nós e de qualquer outra profissão que fosse de tal forma específica que não conseguisse nunca entrar no campo geral. No entanto, a técnica exige competências e conhecimentos e essa sim, varia entre especialidades.
Então, nesta perspectiva, porque não dividimos os médicos desta forma? Se a nossa profissão é mais técnica a necessidade de a dividir deveria ser ainda maior! O que distingue um pneumologista de um ortopedista? porque é que nós, enfermeiros, não podemos ser especialistas nessas áreas também... Aliás, só traria vantagens para os profissionais de saúde, instituições de ensino, relação médico/enfermeiro e, sobretudo, doente!
No entanto, a posse da especialidade deve assegurar mais e melhores cuidados e nunca funcionar como uma perda de competências noutras áreas. Isso vai na atitude de cada um, na ideia que devemos ter que a especialidade deve apenas alargar e não restringir a nossa área de intervenção.
Generalizando as especialidades, colocando os enfermeiros portugueses em menos de 10 especialidades quando nos outros países são mais de 30, estamos a permitir e perpetuar a mediocridade científica de uma classe... É isso que queremos?
Senão, não tarda, começamos a perder terreno para as outras profissões e até mesmo para profissões novas que vão surgindo na tentativa de dar resposta a lacunas que os enfermeiros, delegados para as funções "gerais", deixam abrir... Surgem profissões que ninguém sabe de onde a exercer as nossas funções, funções essas pelas quais lutámos tanto e hoje parece que deixamos lentamente de lutar!
É bom que se reflicta sobre isto... que se fale sobre isto com colegas, porque só a união faz a força e juntos podemos conseguir algo...
No fundo, a nossa profissão debate-se com uma realidade a que não podemos fugir, que é esta perda de competências para outras profissões. Só nos últimos 15 anos surgiram uma série de profissões que adoptaram competências de enfermagem. E, na minha opinião, só a criação de mais especialidades de enfermagem pode combater este flagelo!
Estou completamente de acordo com o Davide Carvalho (oncare.blogspot.com) quando diz que a nossa profissão é extraordinária porque engloba a saúde na sua totalidade, e isso nos deixa "vulneráveis" ás outras profissões... e porquê? Porque as outras profissões se especializam numa determinada área. A título de exemplo, a criação de uma especialidade de Gerontologia reconhecida pela O.E e Ministério da Saúde, iria minimizar e impedir que as nossas competências se percam...
Vamos pensar nisto? e lutar pela nossa carreira...
1. Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica
2. Saúde da Criança e do Jovem
3. Saúde do Adulto
4. Saúde do Idoso
5. Saúde Mental
6. Pessoa em Situação Crítica
7. Reabilitação
8. Saúde Familiar
9. Saúde Pública
Só para vos chatear ou mostrar como somos "pequeninos", nos Estados Unidos existem 71 especialidades e na Inglaterra 41!!! Tais como: Diabetes, Forense, Ortopedia, Oncologia, Transplante ou Feridas.
Gostava que reflectissem comigo acerca disto. Porque, na minha opinião, as nossas supostas especialidades tornam-se tão generalistas... Saúde no Adulto? Alguém pode dizer-me que especialidade é esta? A saúde no adulto engloba tudo, no fundo, engloba as verdadeiras especialidades! Uma especialidade deve ser orientada para a prática/especificidade dos serviços e não para a teoria.
Exemplificando, se trabalho no serviço de medicina, os meus conhecimentos são totalmente diferentes de alguém que trabalha nos Cuidados de Saúde Primários. Mas em termos de especialidade seria a mesma. Então o que define esses dois enfermeiros? em que diferem se têm a mesma especialidade, mas cuidam de doentes em situações completamente diferentes? Mas afinal esses profissionais são especialistas em quê? Não há nada que os define, que os destingue!
Talvez esta visão generalista das especialidades tenha surgido de pessoas que acham que a enfermagem vive de conhecimentos básicos que se podem transpor nas várias áreas de intervenção. E existem realmente aspectos que se transpõem. Mal de nós e de qualquer outra profissão que fosse de tal forma específica que não conseguisse nunca entrar no campo geral. No entanto, a técnica exige competências e conhecimentos e essa sim, varia entre especialidades.
Então, nesta perspectiva, porque não dividimos os médicos desta forma? Se a nossa profissão é mais técnica a necessidade de a dividir deveria ser ainda maior! O que distingue um pneumologista de um ortopedista? porque é que nós, enfermeiros, não podemos ser especialistas nessas áreas também... Aliás, só traria vantagens para os profissionais de saúde, instituições de ensino, relação médico/enfermeiro e, sobretudo, doente!
No entanto, a posse da especialidade deve assegurar mais e melhores cuidados e nunca funcionar como uma perda de competências noutras áreas. Isso vai na atitude de cada um, na ideia que devemos ter que a especialidade deve apenas alargar e não restringir a nossa área de intervenção.
Generalizando as especialidades, colocando os enfermeiros portugueses em menos de 10 especialidades quando nos outros países são mais de 30, estamos a permitir e perpetuar a mediocridade científica de uma classe... É isso que queremos?
Senão, não tarda, começamos a perder terreno para as outras profissões e até mesmo para profissões novas que vão surgindo na tentativa de dar resposta a lacunas que os enfermeiros, delegados para as funções "gerais", deixam abrir... Surgem profissões que ninguém sabe de onde a exercer as nossas funções, funções essas pelas quais lutámos tanto e hoje parece que deixamos lentamente de lutar!
É bom que se reflicta sobre isto... que se fale sobre isto com colegas, porque só a união faz a força e juntos podemos conseguir algo...
No fundo, a nossa profissão debate-se com uma realidade a que não podemos fugir, que é esta perda de competências para outras profissões. Só nos últimos 15 anos surgiram uma série de profissões que adoptaram competências de enfermagem. E, na minha opinião, só a criação de mais especialidades de enfermagem pode combater este flagelo!
Estou completamente de acordo com o Davide Carvalho (oncare.blogspot.com) quando diz que a nossa profissão é extraordinária porque engloba a saúde na sua totalidade, e isso nos deixa "vulneráveis" ás outras profissões... e porquê? Porque as outras profissões se especializam numa determinada área. A título de exemplo, a criação de uma especialidade de Gerontologia reconhecida pela O.E e Ministério da Saúde, iria minimizar e impedir que as nossas competências se percam...
Vamos pensar nisto? e lutar pela nossa carreira...
2 de novembro de 2009
A história do vibrador... Só para meninas ;)
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29 de outubro de 2009
Dia de São Receber!
Ora bem...
Estamos numa altura em que o fim do mundo já não assusta tanto como o fim do mês...
O melhor é poupar.
Estamos numa altura em que o fim do mundo já não assusta tanto como o fim do mês...
O melhor é poupar.
26 de outubro de 2009
Subir escadas...
Fazer exercício físico pode ser bem mais simples do que parece!
Para quase todos nós, especialmente nós, mulheres (!!!) parece particularmente difícil valorizar o dinheirinho que todos os meses pagamos ao ginásio.
As desculpas são as mais variadas, tipo, "estou tão cansada", "trabalhei tanto hoje que não aguento", "amanhã vou de certeza e faço logo duas aulas seguidas"... enfim.
No nosso dia-a-dia é tão fácil perdermos o hábito do sedentarismo e, mesmo assim, fazemos de tudo para não mexer um músculo. Estacionamos sempre o mais perto possível da entrada, usamos o elevador nem que seja para subir um único piso, as escadas rolantes são sempre a opção, usamos autocarro, carro, metro ou o que for (menos bicicleta!) nem que seja só um quarteirão... Tudo o que nos possa facilitar a vida, e a gordurinha, lá vamos nós sempre todas felizes e contentes e...
Ginásio? correr um bocadinho? vá, pelo menos andar uns quilómetros? andar de bicicleta? patins? pronto... Nadar? Hidroginástica? Não, nada é suficientemente bom ou nunca é tão bom como o sofá lá de casa...
Muito bem, parece que esta ideia não se aplica só ao nosso país e ainda bem, porque eis que uns senhores muito inteligentes e criativos, suecos, surgiram com esta inovação que eu acho fantástica e só tenho pena que não pensem seguir o exemplo aqui no nosso país... Lá se ia a massada do ginásio (e o dinheiro mal gasto porque nunca lá pomos os pés), o corpinho e a saúde agradeciam e, voilá, éramos todos (e todas!) muito mais felizes e muito mais musicais... :D
Sim, porque esta "simples" ideia conseguiu aumentar em 66% (incrível!) o número de pessoas que usam as escadas convencionais, fazendo-as exercitar aquelas barriguinhas de cerveja, o pneuzinho do pastel de nata que comeram ao pequeno almoço, a gordura extra daquelas batatas fritas estaladiças com ketchup do almoço, a mousse de chocolate que caiu que nem ginjas depois do jantar de ontem ou aquele gelado de leite creme com pepitas de chocolate crocante do lanche...
Para quase todos nós, especialmente nós, mulheres (!!!) parece particularmente difícil valorizar o dinheirinho que todos os meses pagamos ao ginásio.
As desculpas são as mais variadas, tipo, "estou tão cansada", "trabalhei tanto hoje que não aguento", "amanhã vou de certeza e faço logo duas aulas seguidas"... enfim.
No nosso dia-a-dia é tão fácil perdermos o hábito do sedentarismo e, mesmo assim, fazemos de tudo para não mexer um músculo. Estacionamos sempre o mais perto possível da entrada, usamos o elevador nem que seja para subir um único piso, as escadas rolantes são sempre a opção, usamos autocarro, carro, metro ou o que for (menos bicicleta!) nem que seja só um quarteirão... Tudo o que nos possa facilitar a vida, e a gordurinha, lá vamos nós sempre todas felizes e contentes e...
Ginásio? correr um bocadinho? vá, pelo menos andar uns quilómetros? andar de bicicleta? patins? pronto... Nadar? Hidroginástica? Não, nada é suficientemente bom ou nunca é tão bom como o sofá lá de casa...
Muito bem, parece que esta ideia não se aplica só ao nosso país e ainda bem, porque eis que uns senhores muito inteligentes e criativos, suecos, surgiram com esta inovação que eu acho fantástica e só tenho pena que não pensem seguir o exemplo aqui no nosso país... Lá se ia a massada do ginásio (e o dinheiro mal gasto porque nunca lá pomos os pés), o corpinho e a saúde agradeciam e, voilá, éramos todos (e todas!) muito mais felizes e muito mais musicais... :D
Sim, porque esta "simples" ideia conseguiu aumentar em 66% (incrível!) o número de pessoas que usam as escadas convencionais, fazendo-as exercitar aquelas barriguinhas de cerveja, o pneuzinho do pastel de nata que comeram ao pequeno almoço, a gordura extra daquelas batatas fritas estaladiças com ketchup do almoço, a mousse de chocolate que caiu que nem ginjas depois do jantar de ontem ou aquele gelado de leite creme com pepitas de chocolate crocante do lanche...
15 de outubro de 2009
Acupunctura...
Há cerca de um ano tive o prazer de experimentar acupunctura. A medicina ocidental não me dava respostas e procurei ajuda junto desta terapia. Para além de se ter revelado numa óptima experiência, a razão que me levou a procurá-la também ficou atenuada. Assim, de vez em quando, faço uma sessão apenas para repor energias ou reequilibrar o organismo.
Antes da primeira sessão confesso que senti algum receio devido às ideias pré-concebidas à volta deste tema, mas rapidamente percebi que não passavam de mitos. A acupunctura não dói, não provoca sangramento e não deixa marcas no corpo!
Comecemos pelo simples facto de que a acupunctura já foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma das mais importantes terapias da Medicina Tradicional Chinesa. Nas últimas décadas estendeu-se a todo o mundo, o que encorajou o seu desenvolvimento, particularmente através de estudos relacionados com a sua aplicação na medicina moderna, levando a OMS a desenvolver uma série de princípios e directrizes relacionados com o treino básico, segurança na prática clínica, indicações, contra-indicações e investigação clínica.
Comecemos pelo simples facto de que a acupunctura já foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma das mais importantes terapias da Medicina Tradicional Chinesa. Nas últimas décadas estendeu-se a todo o mundo, o que encorajou o seu desenvolvimento, particularmente através de estudos relacionados com a sua aplicação na medicina moderna, levando a OMS a desenvolver uma série de princípios e directrizes relacionados com o treino básico, segurança na prática clínica, indicações, contra-indicações e investigação clínica.
O que é?
- Prática chinesa com mais de 3000 anos, vastamente utilizada no mundo oriental; considera que o nosso corpo possui canais específicos por onde circula energia – chamados meridianos. Ao longo destes meridianos existem vários pontos que correspondem aos diferentes órgãos internos e, por isso, as doenças não passam de distúrbios energéticos.
- Prática chinesa com mais de 3000 anos, vastamente utilizada no mundo oriental; considera que o nosso corpo possui canais específicos por onde circula energia – chamados meridianos. Ao longo destes meridianos existem vários pontos que correspondem aos diferentes órgãos internos e, por isso, as doenças não passam de distúrbios energéticos.
Técnica
- Consiste na introdução de agulhas muito finas, de aço inoxidável, uns milímetros no interior da pele, de forma a exercerem pressão e/ou dar pequenos estímulos eléctricos em determinados pontos do corpo, tonificando ou desbloqueando a energia. Tanto na introdução como na extracção das agulhas raramente se sente mais que uma ligeira picada. O tempo que as agulhas permanecem inseridas depende da natureza da dor ou do efeito desejado e durante esse tempo não se deve sentir nada. O efeito da acupunctura é cumulativo.
- Consiste na introdução de agulhas muito finas, de aço inoxidável, uns milímetros no interior da pele, de forma a exercerem pressão e/ou dar pequenos estímulos eléctricos em determinados pontos do corpo, tonificando ou desbloqueando a energia. Tanto na introdução como na extracção das agulhas raramente se sente mais que uma ligeira picada. O tempo que as agulhas permanecem inseridas depende da natureza da dor ou do efeito desejado e durante esse tempo não se deve sentir nada. O efeito da acupunctura é cumulativo.
Como actua?
- Na acupunctura considera-se que a doença é, primeiramente, uma perturbação funcional e só depois estrutural. Assim, funciona através da estimulação de pontos cutâneos por agulhas especiais. Tal como na medicina ocidental, também um electromiograma, um electroencefalograma ou um electrocardiograma são exames que medem e registam, através da superfície da pele, o comportamento eléctrico de órgãos ou funções internas. A ideia base da acupunctura consiste precisamente em estabelecer uma relação entre os órgãos internos e os fenómenos que se apresentam à superfície da pele. O objectivo é alcançar o equilíbrio, obtendo-se novamente a circulação energética nos meridianos e nas respectivas funções orgânicas.
Medicina clássica vs. natural
- Enquanto a medicina clássica se especializa numa área do organismo, a medicina natural considera o homem na sua totalidade e relacionado com o mundo que o rodeia. A acupunctura não nega a eficácia das técnicas e terapeutica da medicina clássica, pois isso equivaleria a ignorar o progresso. No entanto, é importante que esta evolução científica possa ser complementada com o saber milenar de outras técnicas terapêuticas, com vista a trazer mais benefícios para os doentes.
- Enquanto a medicina clássica se especializa numa área do organismo, a medicina natural considera o homem na sua totalidade e relacionado com o mundo que o rodeia. A acupunctura não nega a eficácia das técnicas e terapeutica da medicina clássica, pois isso equivaleria a ignorar o progresso. No entanto, é importante que esta evolução científica possa ser complementada com o saber milenar de outras técnicas terapêuticas, com vista a trazer mais benefícios para os doentes.
Espero ter ajudado a esclarecer algumas dúvidas. Comigo resultou e confesso que, mais que uma terapia, é um momento zen, de relaxamento, introspecção, libertação da mente, do corpo e da alma.
Aconselho a todos... :D
13 de outubro de 2009
11 de outubro de 2009
Dia de eleições
Já votei!
Como boa cidadã que sou, fui cumprir o meu dever num exercício de liberdade, cidadania e poder... Ou seja, assumir responsabilidade de decisão, fazer parte da resolução não do problema :D
Gosto de ter razão, de fazer o que quero e odeio que decidam por mim. E, se tenho oportunidade, aproveito a ocasião para dizer a minha justiça.
E não gosto de política, mas interesso-me minimamente, quanto mais não seja para justificar a luta pelo sufrágio feminino.
Vá pessoal, vamos votar [com sol ou com chuva, de fato de gala ou de fato de banho]
Como boa cidadã que sou, fui cumprir o meu dever num exercício de liberdade, cidadania e poder... Ou seja, assumir responsabilidade de decisão, fazer parte da resolução não do problema :D
Gosto de ter razão, de fazer o que quero e odeio que decidam por mim. E, se tenho oportunidade, aproveito a ocasião para dizer a minha justiça.
E não gosto de política, mas interesso-me minimamente, quanto mais não seja para justificar a luta pelo sufrágio feminino.
Vá pessoal, vamos votar [com sol ou com chuva, de fato de gala ou de fato de banho]
